Desiludido


O refrigerante aumentou minhas taxas.

Recebi a notícia,

depois de tantas ameaças,

como uma punhalada.


Não bebia uísque, cachaça, vinho, vodca ou cerveja.

Era Cola e guaraná.


Caminhei pelo campo,

ouvi passarinhos

e observei pernas que caminhavam na praça.

Desiludido,

recusei-me a recusar chocolate

e sentei-me para ouvir música.


O tempo continua,

saltita entre passado e presente.

Tem o desequilíbrio de um jogo olímpico e

Permanece velho, desbotado e estranho.


O refrigerante deixou-me sequelas

que nem sei a intensidade que resta de tanta fusão.

Vejo-me à toa com uma sombra.

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