Nasceu no meu quintal,
bem embaixo de umas folhagens secas,
uma plantinha a que dei o nome de Casmurra.
Nasceu num terreno áspero,
possivelmente regado pelo pingo do orvalho das folhas.
Eu a espiava todos os dias
e a vi crescer sem se importar com a minha existência.
Certo dia, pela manhã,
quando o sol adentrou minha janela,
vi que nascera entre suas folhas uma flor,
de uma beleza exótica,
nada digna de sua estrutura que, até aquele momento,
era apenas cativante
Passei a preocupar-me com olhares estranhos e animais.
Ela seguia sua trajetória,
e eu sofria, enciumado.
Um dia, cumpriu sua jornada
e partiu.
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