Em setembro, no início da primavera, eu desejei beijar-te.
Ouvi Jobim,
visti meu short mais belo e sentei-me na praça.
Sol quente, lembro do sol que queimava minha pele clara
e da rua vazia
de curiosos e transeuntes.
Em setembro, no início da primavera,
as expectativas eram de amar-te e termos filhos.
Você, que parecia nunca chegar, chegou com um sorriso,
pegou meus braços e beijou-me.
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