SONETO

Não, não temos o tempo do medo...
Sorri, vivi, pois o tempo lapida
Cri – e fui passear no campo
Afinal sou poeta, e daí?

No calendário, para Julho falta meio dia
E no próximo sábado estarei em casa
Tomando cerveja e vodka:
Fumar só após o almoço

Não, não sei em que versos me vou
Se em cantigas de feira
Ou a caminho de noites

Com o tempo a minha procura
Encontro palavras e redes
E sendo louco, como serei, eu sou

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